Tio suspeito de envolvimento em estupro coletivo e feminicídio de criança indígena morre na cadeia, diz delegado - Jornal Correio MS

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12/08/2021

Tio suspeito de envolvimento em estupro coletivo e feminicídio de criança indígena morre na cadeia, diz delegado

Delegado responsável pelas investigações, Erasmo Cubas, informou que as causa da morte estão sendo apuradas. Peritos estão na Penitenciária Estadual de Dourados (PED)

A prisão preventiva dos cinco suspeitos confessos foi decretada nesta quarta (11) ©PCMS/Reprodução
O tio de uma garota indígena, de 11 anos, que foi estuprada coletivamente e morta ao ser jogada de uma pedreira, com mais de 20 metros, em Dourados (MS), foi encontrado morto dentro de uma cela na tarde desta quinta-feira (12), segundo o delegado responsável pelas investigações, Erasmo Cubas.

Conforme Cubas, o tio da vítima foi encontrado sem vida na Penitenciária Estadual de Dourados (PED). Peritos estão no local e ainda não se sabe o motivo da causa da morte.

O crime

De acordo com informações da polícia com base nos depoimentos da confissão dos suspeitos, três adolescentes e um adulto planejaram abusar da garota.

No plano do crime, a polícia descobriu que dois adolescentes foram responsáveis por "embebedar" a garota e arrastá-la até o penhasco, local onde ocorreu o abuso.
Local onde ocorreu o crime
Os jovens levaram a garota até a pedreira onde um outro adolescente e um adulto estavam. Lá, obrigaram a vítima a ingerir bebida alcoólica e, segundo o que disseram à polícia, iniciaram o abuso sexual coletivo.

Enquanto os quatro abusavam da criança, a polícia disse que o tio da vítima teria chegado ao local e também violentado a sobrinha.

Os acusados disseram à polícia que a menina gritava por socorro e que chegou a desmaiar. Ao recobrar a consciência, a menina voltou a gritar, momento em que os homens decidiram jogá-la do penhasco, conforme detalhado em depoimento à polícia.

Os cinco suspeitos confessos de terem estuprado coletivamente e jogado uma garota indígena da etnia Guarani Kaiowá de 11 anos em uma pedreira tiveram prisões preventivas decretadas nesta quarta-feira (11). A menina morreu.

A prisão preventiva foi deferida pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Dourados, Eguiliell Ricardo da Silva.

Por Flávio Dias e José Câmara, G1 MS — Campo Grande

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