Apresentar reações após a vacina contra Covid-19 pode ser bom sinal, aponta infectologista - Jornal Correio MS

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20/06/2021

Apresentar reações após a vacina contra Covid-19 pode ser bom sinal, aponta infectologista

Médico explica que imunizantes são seguros e a maioria dos sintomas é comum e esperado

©DIVULGAÇÃO
A aplicação das vacinas contra a Covid-19 tem provocado dúvidas sobre seus possíveis efeitos colaterais. As reações mais comuns após a vacinação incluem dor ou sensibilidade e inchaço no local da injeção, além de febre baixa e dor no corpo, conforme a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim).

Três imunizantes estão sendo aplicados no Estado, sendo eles Pfizer-BioNTech, AstraZeneca-Oxford-Fiocruz e Coronavac-Sinovac-Butantan, e todos podem oferecer reações adversas após serem tomadas, o que é considerado comum e normal.

O médico infectologista, André Barbosa aponta que todas as vacinas, seja ela da gripe, hepatite, antitetânica ou tríplice viral aplicada na infância, têm chances de causar efeitos colaterais, como dor de cabeça e entre outros incômodos.

“Pessoas têm apresentado reações aos imunizantes, principalmente com a vacina AstraZeneza, pois a vacina é potente em induzir uma resposta imune. Esse é um dos motivos pelo qual estamos obtendo níveis tão altos de proteção. Temos visto alguns relatos de pessoas com dor de cabeça, fadiga, mal estar, dores no corpo, fadiga e febre baixa, sendo esses incômodos esperados”, esclareceu o infectologista ao Correio do Estado.

Em Mato Grosso do Sul, mais de 1 milhão de doses, entre primeira e segunda dose de algum desses imunizantes foram aplicadas e nenhum caso adverso grave foi notificado, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Os sintomas podem aparecer no momento da aplicação, ou entre 24 e 48 horas, e cessam em poucos dias, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As reações mais comuns após a vacinação incluem dor ou sensibilidade e inchaço no local da injeção, além de febre baixa e dor no corpo, conforme a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim).

Barbosa ressalta que os benefícios dos imunizantes são muito maiores do que os pequenos efeitos colaterais que podem causar e as pessoas não devem ter receio em receber a vacina.

“As reações às vacinas desaparecem rapidamente, os sintomas sendo leves e bem controlados, são um bom sinal. Além do que não acontece com todo mundo e não se estende por muitos dias. Inclusive, é um bom sinal quando o corpo reage, pois significa que o seu sistema imune está trabalhando na produção de anticorpos”, apontou Barbosa.

O médico recomenda às pessoas que apresentarem sintomas persistentes, com duração acima de 72 ou 96h, procurar atendimento médico e faz um apelo para que a população respeite as medidas de biossegurança, evite aglomerações e quando for possível, procure a unidade de saúde mais próxima para receber o imunizante.

“Vivemos uma situação alarmante, faltam leitos e é necessário, termos a colaboração de todos. Quanto mais pessoas forem imunizadas, mais seguros estaremos, esse é o único caminho para atravessarmos esse momento tão delicado”.

Saiba quais são os efeitos esperadas da vacina:

AstraZeneca

A vacina AstraZeneca, produzida pela farmacêutica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz, possui segurança geral de 70% após aplicação das duas doses.

Conforme o Ministério da Saúde, o intervalo de aplicação entre a primeira e segunda dose deve ser de três meses.

A aplicação da AstraZeneca em gestantes está suspensa, após recomendação da Anvisa.

Efeitos muito comuns: sensibilidade, dor, sensação de calor, coceira ou hematoma, indisposição, cansaço, calafrio, febre, dor de cabeça, enjoo, dor muscular ou nas articulações, podem ocorrer em 1 em cada 10 pessoas.

Efeitos comuns: inchaço, vermelhidão ou um caroço no local da injeção, febre, enjoos, diarreia, sintomas semelhantes a resfriado, dor de garganta, coriza, tosse, podem ocorrer em 1 em cada 10 pessoas.

Efeitos incomuns: sonolência, tontura, diminuição do apetite, dor abdominal, ínguas, suor, coceira ou erupção na pele, podem ocorrer em 1 em cada 100 pessoas.

Efeitos muito raros: coágulos sanguíneos graves em pessoas com níveis baixos de plaquetas. Foram observados com uma frequência inferior a 1 em 100.000 indivíduos vacinados.

Efeitos desconhecidos: reação alérgica grave, inchaços graves nos lábios, face, boca e garganta. Não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis.


Coronavac

A vacina Coronavac, produzida pela chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan de São Paulo, tem eficácia geral de 50,39%, de acordo com o laboratório chinês.

Em relação aos casos leves de coronavírus, sem a necessidade de internação, a cobertura vacinal chega a 78%. Em casos moderados e graves da doença, a eficácia da Coronavac atingiu índices de 100%.

O Instituto Butantan informa que o intervalo de aplicação entre a primeira e segunda dose deve ser de 28 dias.

Efeitos muito comuns: dor no local da aplicação, dor de cabeça e cansaço.

Efeitos comuns: cansaço, febre, dor no corpo, diarreia, náusea, dor de cabeça, enjoo, dor muscular, calafrios, tosse, perda de apetite, coceira e coriza .

Efeitos incomuns: vômitos, dor abdominal inferior, distensão abdominal, tonturas, tosse, perda de apetite, reação alérgica, pressão arterial elevada, hipersensibilidade alérgica ou imediata, inchaço, coceira, vermelhidão, diminuição da sensibilidade, endurecimento e hematoma vertigem.


Pfizer

Produzida pela farmacêutica americana Pfizer e pela empresa alemã BioNTech, o imunizante possui eficácia geral de 91% após aplicação da segunda dose, de acordo com as empresas.

Este imunizante possui 100% de eficácia em casos graves da doença, como morte e internações até seis meses após aplicação da segunda dose.

Estudo publicado pela revista científica The Lancet mostra que o imunizante da Pfizer possui 70% de proteção contra Covid-19 após aplicação da primeira dose.

Efeitos muito comuns: dor e inchaço no local da injeção, cansaço, dor de cabeça, diarreia, dor muscular, dor nas articulações, calafrios e febre, podem ocorrem em 10% dos pacientes.

Efeitos comuns: vermelhidão no local de injeção, náusea e vômito, podem ocorrer entre 1% a 10% dos pacientes.

Efeitos incomuns: aumento dos gânglios linfáticos, reações de hipersensibilidade [lesão na pele ou coceira, inchaço da pele ou mucosa, sensação de mal estar, dor no braço, insônia e prurido no local de injeção pode ocorrer entre 0,1% e 1%.

Efeitos raros: paralisia facial aguda, podem ocorrer entre 0,01% e 0,1%.


Vacinação em Mato Grosso do Sul

Com o avanço na vacinação em grupos prioritários e com comorbidades, Mato Grosso do Sul aplica doses contra a Covid-19 por faixa etária. No Estado, de 1.442.684 doses já foram aplicadas desde o início da campanha de imunização.

Ao todo, na Capital, 350.278 pessoas já receberam pelo menos uma dose dos três imunobiológicos aplicados em MS e 138.840 moradores foram imunizados com a segunda dose (D2).

No Estado, a campanha de imunização começou no dia 18 de janeiro, com o objetivo de diminuir o número de casos, mortes e internações, além de conter a pandemia.

Por: Rafaela Moreira

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