POLITICANDO| Por: Jota Menon - Jornal Correio MS

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18/11/2020

POLITICANDO| Por: Jota Menon


VÍTIMA DO QUOCIENTE ELEITORAL 

Quem apostou que a aprovação da reforma política, acabando com as coligações nas eleições proporcionais poria fim numa das questões que mais revoltam os eleitores menos informados que é a eleição de um candidato com menos votos do que um candidato que não se elege, enganou-se redondamente. Na eleição por proporcionalidade continua valendo – e parece que ficou mais forte – o quociente eleitoral. Nesse ano, em cidades como Campo Grande, o disparate foi gritante. 

VÍTIMA DO QUOCIENTE ELEITORAL (1) 

Na capital, o sistema de disputa por cargos proporcionais (vereadores, deputados estaduais e federais) colocou na suplência dois dos candidatos mais votados. O atual vereador, Veterinário Francisco (PSB) foi o quarto mais votado com 4.223 votos e Ademir Santana, do PSDB, com 4.118 votos, ficou oitava colocado, mas eles não se elegeram, enquanto que a atual vereadora Dharleng Campos (MDB) garantiu a reeleição com 1.782 votos. 

VÍTIMA DO QUOCIENTE ELEITORAL (2) 

Para se ter uma ideia de como é aparentemente “injusto” esse sistema, o vereador Veterinário Francisco ficou à frente de 25 vereadores eleitos, mas sua legenda, o PSB só tinha ele e o vereador reeleito Carlão como puxadores de votos e a soma dos votos de todos os candidatos socialistas só deu para eleger um, o Carlão, segundo colocados dos 29 eleitos. Já o MDB apresentou uma chapa com 42 candidatos, sendo três com mais de 1.700 votos, mas os demais mantiveram uma boa média garantindo três cadeiras na soma de todos os candidatos. 

MARACAJU TAMBÉM 

Não foi só em Campo Grande que candidato se elegeu com menos votos do que candidato não eleito. Em Maracaju o fato se repetiu. O vereador eleito Rener Barbosa (PSDB) garantiu a cadeira na Câmara Municipal com 390 votos, mesma situação de Vilmar da Era do Gelo (Patri), com 454 votos, enquanto que Daniel Esquivel (DEM), com 463 votos não se elegeu. Celinho Padeiro (MDB) teve 420 e Vergílio da Banca 418 (MDB) e também não garantiram cadeira na Edilidade. 

SURPRESA EM DOURADOS 

Uma das grandes surpresas dessa eleição, sem sombra de dúvidas, aconteceu na cidade de Dourados onde o deputado estadual Barbosinha (DEM) conseguiu perder para o presidente da Câmara Alan Guedes (PP). Lá a eleição de Barbosinha era dada como favas contadas porque ele reuniu os grandes partidos todos em torno de seu nome. Tais lideranças combinaram entre si, mas se esqueceram de combinar com o povo. 

LAVADAS 

Em duas cidades de Mato Grosso Sul foram registrados resultados impressionantes nas disputas pelas prefeituras. Em Ponta Porã, o prefeito Hélio Peluffo (PSDB), palmeirense de quatro costados, fez nada mais, nada menos do que 90,3% dos votos válidos, deixando menos de 10% para dividir entre seus dois concorrentes. Em Chapadão do Sul, no Leste do Estado, João Carlos Krug, também tucano, fez 90,96% dos votos válidos. O “resto” ficou para seu concorrente. 

VELHINHOS 

Na corrida por prefeituras dois prefeitos eleitos podem ser colocados na lista de anciões. Em Bataguassu, o prefeito eleito é o ex-deputado estadual e ex-deputado federal Akira Otsubo, do MDB. Ele completará 83 anos no dia 14 de janeiro e é o prefeito eleito mais velho do Brasil. Em Rio Verde de Mato Grosso, no Norte do Estado, José de Oliveira Santos, o popular “Zé Mijão”, também do MDB, foi eleito prefeito pela quinta vez. Ele completa 76 anos de idade no dia 27 de janeiro vindouro e também está na lista dos mais idosos do país. 

VIVA O PORCO! 

Em clima de concentração para referendar a passagem para as semifinais da Copa do Brasil, em jogo lá no Ceará, mando um abraço a todos e desejo boa sorte e um bom trabalho a todos os que foram eleitos no dia 15 de novembro. Viva o Porco!

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