Prevenção ao Coronavírus| Capital tem bom desempenho, mas secretário alerta sociedade sobre relaxamento - Jornal Correio MS

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07/07/2020

Prevenção ao Coronavírus| Capital tem bom desempenho, mas secretário alerta sociedade sobre relaxamento





Embora se destaque em âmbito nacional com dados estatísticos que mostram o bom desempenho do Município no combate e na prevenção ao coronavírus, Campo Grande não pode se descuidar. O alerta é do Secretário Municipal de Saúde, o médico José Mauro de Castro Filho, 46.

“Estamos entre as cidades com o menor número de casos confirmados sob controle, porém o crescimento das notificações nos últimos dias é um sinal de que as práticas preventivas devem ser conservadas e aprimoradas”, afirma o especialista em Ortopedia, que pela primeira ocupa um cargo publico e já enfrenta um desafio dos mais complexos com a pandemia da Covid-19.

O secretário salienta a importância de reconhecer que não há precedentes como este na história brasileira. Apesar dos notáveis avanços da Ciência, o Homem ainda não conseguiu descobrir a cura para esse novo tipo de coronavírus. Por isso ele reforça ser fundamental proteger-se por meio da prevenção.

“Provavelmente estamos passando pela pior fase dessa doença, com aumento de internações e principalmente de óbitos. E isso com uma taxa de letalidade de 0,48% na cidade, comparada a taxa nacional que está em 4,5 %. Esse dado está diretamente ligado à quantidade de testes que fazemos”, explica. “O objetivo é aumentar a oferta de testes, fazer o maior número de diagnósticos, tanto de pessoas que apresentam a doença na fase de transmissão e na fase recuperada”, completa.

Castro Filho considera que as medidas de acompanhamento e monitoramento dos pacientes são essenciais, realizados pelo teleatendimento da Secretaria de Saúde (Sesau). “Por essa razão se orienta uma testagem em massa, para ter os números mais precisos possíveis”, recomenda. “Estamos ainda muito abaixo da média de letalidade e esperamos permanecer assim”, pontua, renovando sua confiança na superação da crise.

Sobre a ocupação de leitos e o risco de um colapso no sistema de saúde, Castro Filho assegura que a Prefeitura está muito bem atenta e posicionada. Diz, por exemplo, que diariamente saem dois boletins atualizando os dados de controle e monitoramento. “Quando sai o boletim do Estado, pela manhã, são apresentados resultados da taxa de ocupação de quatro macrorregiões. 

Na macro de Campo Grande, 34 municípios têm seus CTI`S também. Dependendo do interior, teremos uma ocupação maior na Capital. 

Nesse último boletim que recebi hoje, estamos com 70%.” O secretário esclarece que os índices de ocupação de leitos abrangem casos sob suspeição de infecção pelo coronavírus e outras doenças. O otimismo dele na superação da pandemia está assentado na realidade estatística. “Na cidade, as doenças respiratórias apresentam aumento nos meses de junho, julho e meados de agosto com alta incidência. E essa doença tem acompanhado a mesma curva de aumento, o que nos leva a acreditar que estamos passando pelo pior momento”.


Por causa desses comportamentos do vírus, que é de fácil contágio, é esperada uma queda expressiva nos números de internações e óbitos, desde que a população faça sua parte na prevenção.

Sobre a hipótese de um lockdown, Castro Filho quer acreditar que seja possível evitar a paralisação total das atividades. “Fazemos o possível para que isso não aconteça. Mas a população precisa se conscientizar e colaborar com as medidas restritivas de isolamento.

Ainda não passamos pelo problema e mês que vem podemos enfrentar uma situação crítica. Nos próximos 30 dias teremos grandes alterações nesses números”, assinalou, informando que a prefeitura está ampliando a capacidade de leitos nos hospitais Alfredo Abraão e Regional (Rosa Pedrossian).


Por fim, lembrou que foram editadas mais de 25 medidas de combate ao Covid-19 nos últimos quatro meses, ações cujo relatório foi debatido durante a prestação de contas na Câmara Municipal. “Todas as medidas possíveis foram tomadas pela gestão pública, para evitar que o pior aconteça. Isso fez com que Campo Grande, seja a cidade com menor índice de letalidade”.



Da redação