‘Não estou arrependido’, diz funcionário que matou político por exigir uso de máscara no trabalho - Jornal Correio MS

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05/07/2020

‘Não estou arrependido’, diz funcionário que matou político por exigir uso de máscara no trabalho

Segundo o delegado, acusado alegou que uma dívida de R$ 8 mil teria motivado o crime

Acusado também alegou estar sofrendo ameaças ©Cido Costa
Logos após ser preso pela Guarda Municipal e já na Delegacia de Polícia, Fernando Souza de 31 anos, que confessou ter assassinado o Secretário de Agricultura Familiar, Alceu Junior Silva Bittencourt no sábado e afirmou não estar arrependido pelo crime.

“Não estou arrependido. Não estou porque tinha gente ameaçando a minha família”, disse Fernando, ressaltando que o crime não foi premeditado e que a própria vítima também já tinha feito algumas ameaças a ele.

Sobre o crime ele disse que tinha algumas facas porque também é chefe de cozinha a algum tempo. “Eu tava dizendo a ele sobre o dinheiro do salão”, referindo-se a uma possível dívida de R$ 8 mil que ele teria gasto no salão e que os dois já tinham trabalhado juntos há algum tempo e que teria montado o seu próprio salão e que segundo ele, estaria sendo convidado para voltar a trabalhar com Júnior Bittencourt.

Segundo o delegado do SIG (Setor de Investigação Geral) de Dourados, Rodolfo Daltro que desde acompanha o acaso, a polícia já tinha informações, após ouvir uma testemunha,  que Fernando teria assassinado Junior Bittencourt à traição no momento que o Secretário cortava o cabelo de um cliente em seu salão e logo depois fugiu para a casa de um amigo.

“Inicialmente ele negou durante a abordagem da Guarda Municipal, mas depois acabou confessando a autoria do crime. Segundo ele a motivação teria sido uma dívida que Júnior teria com ele, um fato que desconhecemos e que até então é improcedente”, disse Daltro.

Conforme o delegado, Fernando confirmou que o crime foi praticado à traição. “A vítima estava cortando o cabelo e ele chegou por trás, puxou a faca e deu dois golpes contra ela. Um no pesco e outro nas costas. E só não aplicou mais golpes porque o cliente que estava no salão jogou cadeiras contra ele”, relatou o delegado.




Fonte: Midiamax
Por: Marcos Morandi