Marquinhos estuda máscara obrigatória e toque de recolher às 23h - Jornal Correio MS

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15/06/2020

Marquinhos estuda máscara obrigatória e toque de recolher às 23h

Decisões, segundo prefeito, vão depender de análise técnica, para evitar questionamentos judiciais

Segundo o prefeito, quem usa máscara para se proteger está incomodado com o risco representado por pessoas como as da foto, que não usam ©Kísie Ainoã
Na transmissão ao vivo feita nesta segunda-feira (15) o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSDB), revelou estar sendo pressionado por cidadãos para adotar medidas mais restritivas de circulação de pessoas e de prevenção ao novo corona vírus, diante da escalada da doença. Afirmou ter recebido inúmeras reclamações e denúncias no feriado prolongado e disse estar avaliando duas: a obrigatoriedade ampla do uso de máscaras e a mudança no horário do toque de recolher, com antecipação do horário máximo para permanecer nas ruas.

Ambas as definições, segundo Marquinhos, dependem de análises. No caso de obrigatoriedade do uso de máscara de proteção, hoje em vigor só para quem anda de transporte coletivo, disse estar em contato com a promotoria de Saúde do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e ainda com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A intenção, diz, é “exarar um decreto que não possa ser discutido na esfera judicial”, afirmou.

A respeito do toque de recolher, que atualmente começa à meia-noite, o prefeito diz estar em avaliação o recuo para as 23h. Isso depende, segundo ele, de opinião técnica a ser divulgada pela comissão criada pela prefeitura para combate ao coronavírus em Campo Grande.

No feriadão, comentou Marquinhos, mais de 1,5 mil pessoas foram flagradas descumprindo as regras determinadas. O prefeito comentou ainda que houve queixas em relação a comércios que foram reabertos, mas não estavam cumprindo as medida de segurança prometidas.

“As próprias pessoas denunciando”, afirmou.

O prefeito aproveitou a live também para falar do balanço das barreiras sanitárias que estão ativas na cidade. Segundo ele, foram abordadas 21,5 mil pessoas em três dias. Dessas, 36 foram testadas, 4 tiveram resultado positivo, mas como estavam assintomáticas, foram liberadas.

Fonte: CAMPO GRANDE NEWS
Por: Marta Ferreira