Agronegócio vai sair na frente no pós-pandemia, diz ministra Tereza Cristina - Jornal Correio MS

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17/06/2020

Agronegócio vai sair na frente no pós-pandemia, diz ministra Tereza Cristina

©ARQUIVO
Horas após o governo brasileiro anunciar o Plano Safra 2020/2021, que prevê a liberação de R$ 236,3 bilhões em recursos destinados ao setor agropecuário, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou em entrevista exclusiva à CNN nesta quarta-feira (17) que, para ela, o agronegócio é o setor que irá sair na frente no pós-pandemia no Brasil. 

"Mostramos a ele (ministro da Economia, Paulo Guedes) não só o momento que vive a agricultura, de grande êxito, nesse momento, que estamos segurando firme. É um setor que vai sair na frente no pós-pandemia, é um dos poucos setores que não parou, tem características diferentes do comércio e da indústria. A pandemia não atrapalhou a produção no campo", disse a ministra.

Tereza Cristina falou sobre o esforço do setor em manter o abastecimento de alimentos durante o período de pandemia no Brasil. 

“O Ministério da Agricultura montou um grupo de acompanhamento do coronavírus desde fevereiro e tomamos atitudes com antecedência, vendo o que estava acontecendo nos outros países. Tomamos ações bem efetivas com a iniciativa privada, conversamos com todos os setores que podiam nos trazer algum tipo de problema. Abastecer as prateleiras dos brasileiros era nossa responsabilidade. Estamos matando um leão por dia para manter os supermercados abastecidos”. 

A ministra destacou a produção da última safra como uma das melhores nos últimos anos. “O Brasil colheu a maior safra dos últimos anos. Com essa safra espetacular, tínhamos também que dar o escoamento dessa safra, levando até os portos brasileiros”. 

Plano Safra 

O governo federal liberou, por meio do Ministério da Agricultura, R$ 236,3 bilhões para a produção agropecuária por meio do Plano Safra 2020/21, uma alta de 6,1% em relação ao montante da temporada anterior. Os financiamentos poderão ser contratados a partir de 1º de julho de 2020 até 30 de junho de 2021. 

Do total, R$ 179,38 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização e R$ 56,92 bilhões serão para investimentos em infraestrutura.

Pequenos produtores rurais terão R$ 33 bilhões para financiamento, com juros de 2,75% e 4% ao ano, para custeio e comercialização. Médios produtores rurais terão taxas de juros de 5% ao ano (custeio e comercialização). E, para grandes produtores, a taxa de juros será de 6% ao ano, informou a pasta. 

De acordo com a ministra da Agricultura, a pasta aposta nos pequenos e médios produtores como geradores de renda, uma vez que estes estão apostando em inovações tecnológicas. 

“Temos aí o médio e o pequeno produtor, temos uma diferença de tecnologia, isso sensibiliza muito o plano econômico. Vários segmentos da agropecuária continuam empregando. Tivemos uma tomada de recursos enorme pelos pequenos produtores, colocamos R$ 1 bilhão a mais nos programas dos pequenos produtores. Tem muita gente investindo em inovação tecnológica, muita gente inovando e acreditando na agricultura”, afirmou. 

Permanência no cargo

A ministra destacou que permanece no cargo e afirmou que são “boatos” as informações sobre um possível desentendimento com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Tenho uma convivência, um respeito na minha relação com o presidente, muito grande. Ele sabe que meu cargo é dele. Nunca percebi algo que ele estivesse com alguma má vontade comigo. Esse assunto foi colocado no grupo de alguns produtores, tem gente que não gosta do meu trabalho, mas tenho tido um relacionamento muito estreito com todos os setores. A minha relação com o presidente é ótima, quando ele não estiver mais satisfeito, volto para o meu cargo de deputada federal”, finalizou.

Da CNN, em São Paulo (Edição: Bernardo Barbosa)