Professor de Matemática, estudante e vigia foram presos com pornografia - Jornal Correio MS

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28/05/2020

Professor de Matemática, estudante e vigia foram presos com pornografia

Computadores, pendrives e HDs foram apreendidos e serão encaminhados para perícia

Delegada Marília de Brito, titular da Depca (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente) ©Henrique Kawaminami
Durou 4 meses a investigação da Depca (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente) contra contra abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes praticados pela internet. Os seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campo Grande, Cassilândia, Jardim e Bonito. Quatro homens já foram presos, entre eles um servidor municipal,

Conforme informações da delegada Marília de Brito, titular da Depca, dois deles são de Campo Grande. Na Vila Carlota, foi preso estudante de gestão comercial de 32 anos. Ele armazenava conteúdo pornográfico envolvendo crianças e, por isso, será colocado em liberdade mediante pagamento de fiança de R$ 4 mil, conforme determina a lei.

O segundo preso é um professor de Matemática de 35 anos, que dava aulas para ensino fundamental em escola particular da cidade. Preso no bairro Rita Vieira, com ele foram encontrados 11 gigas de materiais pornográficos. À polícia, ele assumiu que acessava o conteúdo, entre fotos e vídeos, há 10 anos.

Em Bonito, a polícia prendeu um vigia da prefeitura, de 41 anos. Em Jardim, o preso é um técnico de telecomunicações de 29 anos. Todos os envolvidos foram presos em casa. Em Cassilândia não houve prisão.

Segundo Marília, as imagens encontradas com os presos envolvem crianças a partir de cinco anos de idade. Exceto o estudante, todos os outros armazenavam e compartilhavam o conteúdo.

Nesta manhã, durante a operação, foram apreendidos computadores, pendrives e HDs. Todo o material será encaminhado para perícia. Agora, a polícia investigará se os envolvidos também produziam o conteúdo.

A pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de 1 a 4 anos de prisão, de 3 a 6 anos pelo compartilhamento e de 4 a 8 anos de prisão pela produção de conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual. A previsão está no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
HD e celular apreendidos durante a Operação Deep Caught ©Henrique Kawaminami


Fonte: CAMPO GRANDE NEWS
Por: Kerolyn Araújo e Clayton Neves