Deputado Felipe Orro reitera pedido à Aneel para cancelar reajuste nas contas de luz - Jornal Correio MS

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14/04/2020

Deputado Felipe Orro reitera pedido à Aneel para cancelar reajuste nas contas de luz

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O deputado estadual Felipe Orro (PSDB) anunciou nesta terça-feira (14) que emitirá novo expediente à ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) solicitando a não aplicação do reajuste de 6,9% sobre a tarifa da conta de luz dos consumidores atendidos pela concessionária Energisa. O parlamentar argumenta que, neste momento onde a prioridade é fortalecer as ações de combate à pandemia do Covid-19, aplicar este aumento é totalmente prejudicial à saúde financeira das famílias.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Felipe Orro é presidente da CPI da Energisa e da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor. No último dia 8 de abril, o deputado já havia se manifestado contrário ao reajuste de 6,9% autorizado pela ANEEL para ser aplicado pela Energisa e solicitou que a decisão fosse suspensa para que os índices fossem discutidos após a pandemia do novo coronavírus.

"Estou indignado porque nada justifica esse aumento em um momento de crise e de dificuldade financeira. Soubemos pela imprensa que a ANEEL se negou a adiar a discussão por um reajuste mais justo e manteve o índice de 6,9%. Com isso, a Energisa estaria autorizada a praticar o aumento a partir das contas de julho", explica Felipe Orro.

O parlamentar afirma que emitirá novo expediente à Agência Nacional solicitando a suspensão. "Vou reiterar requerimento através da Assembleia Legislativa pedindo a não aplicação desse aumento neste momento de crise. Desde que está atuando no Estado, a Energisa já aplicou aumentos que ultrapassam o índice de 20% acima da inflação. Vou acionar também a bancada federal de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados para que endosse esse pedido e defenda os consumidores do Estado", enfatiza Orro.

Segundo o Concen (Conselho dos Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS), o aumento justo deveria ser de, no máximo, 4,9%, já que houve queda de consumo em fevereiro e os reservatórios das hidrelétricas estão cheios.

ASSECOM