PONTA PORÃ| Vereadores apoiam médicos e querem fim de impasse no Hospital Regional - JORNAL CORREIO MS

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04/06/2019

PONTA PORÃ| Vereadores apoiam médicos e querem fim de impasse no Hospital Regional

Câmara Municipal vai acompanhar atentamente situação do Hospital Regional de Ponta Porã ©Lécio Aguilera 

A sessão ordinária de terça-feira, 04 de junho de 2019, na Câmara Municipal de Ponta Porã foi marcada por um intenso debate a respeito da situação preocupante envolvendo os profissionais que atuam no Hospital Regional Dr. José de Simone Netto. Os parlamentares receberam um documento encaminhado pelo Escritório de Advocacia da Dra. Ana Flávia da Costa Oliveira Vieira e da Dra. Roberta Soto Maggioni Giumarresi, alertando sobre o risco de os médicos locais deixarem de atender no hospital, sendo excluídos dos processos de contratação por parte do Instituto Acqua, novo gestor do Regional. 

Os médicos denunciam que a Organização Social escolhida pelo Governo do Estado para administrar o hospital adotou critérios que privilegiam empresas médicas de fora da cidade excluindo os profissionais locais na hora de contratar prestadores de serviços. 

Ao tomarem conhecimento da situação, os vereadores se posicionaram ao lado dos profissionais locais. “Somos parceiros da classe médica ponta-poranense. Acredito que falo em nome de todos os meus colegas. No que depender desta Casa de Leis, a organização responsável pela gestão do hospital deverá rever seu posicionamento e dialogar com os profissionais da área médica. Sabemos que esta situação poderá inclusive gerar muitos problemas, prejudicando diretamente a população não só de Ponta Porã, mas dos municípios vizinhos, que depende do Hospital Regional”, afirmou o presidente da Câmara Municipal, Candinho Gabínio. 
Representante da ADUEMS utilizou a Tribuna Livre para alertar sobre os riscos dos cortes de verbas para as universidades federais ©Lécio Aguilera 
Os vereadores, que já criaram uma comissão especial para acompanhar a situação da antiga gestora, a Gerir, demonstram preocupação com a situação e defendem o diálogo para solucionar o problema. “Quando apenas uma parte, no caso os médicos, quer dialogar, é sinal de que existe um grave problema. E não poderemos ficar calados diante desta situação que, se evoluir, poderá resultar em prejuízo à população que depende do hospital que atende pelo SUS”, declarou Candinho 

Ficou definido que a Câmara Municipal vai acompanhar atentamente a situação, procurando sempre defender os interesses dos moradores da fronteira e também que os profissionais locais não sejam prejudicados. Os médicos informaram inclusive que teriam uma audiência com o prefeito Hélio Peluffo Filho no final da tarde de terça-feira, para buscar apoio neste embate com a organização social que gerencia o Hospital Regional. 

UNIVERSIDADE 

Durante a sessão, os parlamentares também abriram espaço da Tribuna Livre para que o professor Jonattan Rodriguez Castelli, da Associação dos Docentes da UEMS, pudesse expor um quadro preocupante no setor educacional. 

Em seu pronunciamento, o professor disse que as medidas anunciadas recentemente pelo governo federal cortando repasses financeiros para as instituições de ensino superior, deverão gerar perdas irreparáveis no Brasil. Segundo ele, em algumas universidades federais, os cortes serão superiores a 50%, como é o caso da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. 

Ele pediu apoio da sociedade na luta dos educadores e alunos pela melhoria na qualidade do ensino. “O que o governo já repassa é insuficiente. Imagina cortando os valores. Os cortes ameaçam a qualidade do ensino e, consequentemente, os indicadores sociais registrados no Brasil”, afirmou. 

Na sessão foram apresentados dois projetos de lei. Um deles, de autoria da Comissão Executiva da casa (Vereadores Candinho Gabínio – Presidente e Wanderlei Avelino – 1º Secretário) dispondo sobre a revisão salarial geral e anual dos servidores do Poder Legislativo Municipal. O outro projeto de lei, de autoria da vereadora Anny Espínola, dispõe sobre a divulgação de informações sobre o abandono de idosos. A proposta é autorizar a fixação de materiais informativos em locais como ônibus, agências bancárias e órgãos públicos municipais. 

ASSECOM