Joias comestíveis| Café e pratos com ouro são criadas por irmãs catarinenses - JORNAL CORREIO MS

Campo Grande (MS),

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03/08/2018

Joias comestíveis| Café e pratos com ouro são criadas por irmãs catarinenses

Você já imaginou ter uma joia no prato? Pequenas gotículas de ouro reluzentes na sobremesa? Receber um café digno de Maria Antonieta?

Divulgação
Para surpreender os clientes, as irmãs Paula, 34, e Bruna Vieira, 28, fundadoras da rede de bistrôs Café du Centre, trazem com exclusividade para o Brasil sobremesas feitas com ouro. Isso mesmo! A sofisticada Linha L’or é elaborada com ouro 23k.

“Somos a primeira cafeteria e doceria do país a criar produtos com ouro, importamos as partículas comestíveis”, disse Paula.

O metal precioso saiu das joias e foi direto para as cozinhas. Tendência em franca expansão nos EUA, na Europa e em Dubai, pratos luxuosos atraem cada vez mais clientes dispostos a uma experiência gastronômica única e requintada.

Estas refeições dignas de realeza são vistas como excentricidades para uns, mas para outros são capricho, uma maneira positiva de oferecer encantamento aos clientes.

O Café du Centre é um lugar de encontros, onde muita gente é pedida em casamento. Casais comemoram datas importantes, aniversários são celebrados. E em todas essas ocasiões o ouro daria, literalmente, brilho às comemorações.

Há três produtos criado pelo Café du Centre. Todas as receitas utilizam 0,025 miligramas.

Há o carro-chefe da casa, um delicioso croissant artesanal e fresquinho servido com Nutella, nozes e ouro,a Taça L´or, estrela da linha, que é um gateâu, combinado com Nutella, sorvete de alta qualidade, morangos e ouro. E o Café Latte, tradicional ‘espresso’ com leite ou média com ouro.

“Queríamos um café que todos gostam. Aliamos simplicidade com glamour”, explicou Paula.

E apesar do ouro comestível ser mania entre milionários mundo afora, nos bistrôs o preço não assusta. Os produtos variam entre R$ 15 e R$ 49. 

Outra curiosidade é que apesar de parecer novidade, o metal já foi usado na cozinha há milhares de anos.

“Há 5 mil anos os egípcios acreditavam que o ouro era uma solução mágica, que proporcionava rejuvenescimento e cura de muitas doenças. O incrível é que os pesquisadores modernos chegaram as mesmas conclusões. Há muitas propriedades medicinais no metal, desde que seja usado em uma pequena quantidade. Reduz o estresse, a fadiga e a ansiedade, aumenta a capacidade de concentração, raciocínio e a energia vital. É afrodisíaco. E ainda retarda o envelhecimento da pele, combate artroses, artrites, reumatismos, a má circulação e melhora disfunções glandulares e digestivas”, disse Bruna.

Investidores não são aceitos

O sucesso do Café du Centre pode ser explicado pela padronização rígida. As irmãs dedicaram-se a pensar cada detalhe.

A inspiração da decoração, que também se reflete nos pratos, veio de Paris. As sócias desejam que os clientes se sintam na capital francesa dos sonhos, imaginada por casais, jovens e amantes do romantismo. Essa referência pode ser observada na delicadeza das cortinas, nos tons agradáveis no ambiente, na estampa das mesas e cadeiras, na música francesa, no atendimento, muito atencioso, e claro, no cardápio.

O cheirinho de croissant saído do forno perfuma levemente a cafeteria. São eles, os carros-chefes da casa, elaborados artesanalmente por uma francesa, moradora da cidade de Itapema, que os envia para todas as franquias do Brasil.

O menu é extenso, para ser consumido sem pressa. Antes dos pedidos serem levado às mesas, paninhos úmidos são entregues aos clientes para refrescarem suas mãos. Cada prato é uma obra de arte, decorados com flores, desenhos com canela e poesias.

Para manter o padrão de sofisticação e cuidado as irmãs são exigentes com os franqueados. Elas não aceitam investidores.

“Nós queremos famílias, casais ou mulheres empreendedoras que trabalhem na cafeteria, que conheçam e conversem com os clientes e façam do negócio seu propósito de vida, como eu fiz ao abdicar da minha carreira”, explicou Bruna.

A história do Café du Centre

Tanto sucesso ainda surpreende as irmãs. Bruna trabalhava como psicóloga em um consultório e Paula como fotógrafa – em um estúdio que mantém. No final do expediente elas se reuniam em cafeterias em Porto Belo e Balneário Camboriú. Assim começaram a gostar de café. Foi então, que a tentativa de agradar o paladar virou ideia de negócio.

Apesar de algumas frases desestimulantes “vocês são loucas”, “nunca vai dar certo”, as irmãs apostaram tudo que tinham, que se resumia a vontade, força de trabalho e um carro de R$ 80 mil, que foi usado como capital inicial.

O jeito foi improvisar. O pai das empresárias cedeu a sala comercial. Ele construiu o encanamento e os três pintaram as paredes. Bruna desmanchou o guarda-roupas e nas madeiras plotou imagens da França. Onze mesas foram espalhadas pelo lugar.

“Abrimos no dia 17 de abril de 2014. Era uma quinta-feira santa. Na sexta o movimento foi inexplicável. Sete meses depois havia filas de três horas. Famílias inteiras passavam a tarde nas calçadas, sentadas no meio fio”, conta Bruna.

Foi pela angústia de ver os clientes na rua, que as irmãs procuraram a ABF (Associação Brasileira de Franchising). Cinco empresas foram indicadas, uma de São Paulo escolhida, e a primeira franquia foi aberta.

O Café du Centre foi montado na rua Nereu Ramos, n°179, no Centro de Itapema. O espaço é aconchegante e feminino, com inspiração provençal e trilha francesa. 

As opções do menu mostram outra preocupação da Café Du Centre: o fomento da economia local e o empoderamento das mulheres. Os cafés, servidos em taças caprichadas, acompanham algodão doce, feito por uma empreendedora que trabalha numa praça da região e agora tem uma fonte de renda a mais. Os ingredientes dos produtos são feitos por cozinheiros também das redondezas, que trabalham de acordo com os princípios de Paula e Bruna.

As empanadas são feitas por uma cozinheira argentina - país de onde é importado o doce de leite, que recheia tortas e incrementa cafés, além das taças desconstruídas. Já o melado de cana usados nos doces é fornecido pelo tio, que também vive em Santa Catarina.



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