TRÊS LAGOAS| Diante do período de seca, SEMEA instala cochos para alimentação complementar das capivaras - JORNAL CORREIO MS

Campo Grande (MS),

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24/07/2018

TRÊS LAGOAS| Diante do período de seca, SEMEA instala cochos para alimentação complementar das capivaras

Medida visa evitar que as capivaras se desloquem para áreas centrais em busca de alimento

©Divulgação
A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio (SEMEA), iniciou a alimentação complementar para as capivaras da Lagoa Maior.

Para isso, foram instalados cinco cochos em pontos diferentes da orla da Lagoa, onde os profissionais da SEMEA estarão colocando milho em grãos para suprir o sustento desses animais.

De acordo com o fiscal ambiental da secretaria, Flávio Fardin, a medida foi tomada devido ao extenso período de seca em Três Lagoas afetar a vegetação da Lagoa Maior, principal alimento das capivaras. Dados do INMET apontam que a última chuva no Município foi em 16 de maio, caindo apenas três milímetros. 
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“Com a grama e folhagens escassas, as capivaras estavam se deslocando para as redondezas em busca de alimento. Tem sido comum vê-las nos canteiros centrais, praças e áreas particulares procurando o que comer. Estudamos a melhor forma de resolver essa situação e chegamos a esta decisão”, explicou Flávio.

Ele complementa que a escolha pelo milho obedece ao documento técnico nº 152 da Embrapa, o qual trata da criação desse animal. Mesmo com a escassez, ainda existe a vegetação aquática que serve de alimento.

©Divulgação
As capivaras da Lagoa estão distribuídas em cinco grupos com territórios determinados, sendo aproximadamente 180 animais. Cada grupo terá um cocho no qual inicialmente será disposto de 5 a 10 quilos de milho, de acordo com o número de animais.

“A SEMEA pede que a população não forneça alimentos aos animais da lagoa, pois são animais silvestres nativos, adaptados as variações ambientais da nossa região. Qualquer alimento não recomendado pode ocasionar algum problema ao animal ou mesmo o óbito”, finaliza o fiscal ambiental.

ASSECOM