Canudos de plástico podem estar com os dias contados em MS - JORNAL CORREIO MS

Campo Grande (MS),

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24/06/2018

Canudos de plástico podem estar com os dias contados em MS

A multa para quem infringir a lei poderá chegar a quase R$ 11 mil

Outros estados do Brasil também estão propondo o fim do uso de canudos © Divulgação/Globo
Canudos de plástico podem estar com os dias contados no Estado. Restaurantes, bares, hotéis, padarias, conveniências, clubes, salões de dança e estabelecimentos que realizam eventos musicais não poderão fornecer canudos confeccionados em material plástico, no âmbito de Mato Grosso do Sul. É o que prevê Projeto de Lei que começou a tramitar na Assembleia Legislativa. A matéria segue para ser votada em plenário.

De acordo com o autor da proposta, deputado Pedro Kemp (PT), “na Europa já está em andamento a total extinção do uso do produto. No Brasil, tramitam em vários estados projetos que proíbem o fornecimento de canudos no comércio. Estudos apontam grande dano ao meio ambiente, uma vez que o material possui em média 200 anos para decompor. É imprescindível a substituição por materiais biodegradáveis”, destacou.

Conforme o projeto, os estabelecimentos poderão usar canudinhos de papel biodegradável, material comestível ou biodegradável. Está prevista ainda penalidades para quem não cumprir a norma, incluindo multas que vão de R$ 5.266 a R$ 10.532.

Kemp ressaltou que o projeto proíbe apenas o fornecimento aos consumidores e não abrange a fabricação e a distribuição ao comércio varejista ou atacadista. “Queremos contribuir com a redução do uso do plástico e colocar o nosso Estado em evidência internacional no turismo ecológico, engajado na luta contra os canudos plásticos”, defendeu o parlamentar.

Em seu discurso, o deputado enfatizou a relevância de ações que contribuem com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Temos instrumentos para o enfrentamento dos principais problemas ambientais, decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. Acreditamos que nosso projeto irá contribuir com a Política Nacional e impedir que esse objeto de plástico seja descartado de forma irresponsável, poluindo rios e matando animais que o ingerem”, afirmou.

Fonte: CE
Por: Izabela Jornada