Em audiência, João Grandão defende continuidade da licenciatura em Educação do Campo na UFMS - JORNAL CORREIO MS

Campo Grande (MS),

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27/04/2018

Em audiência, João Grandão defende continuidade da licenciatura em Educação do Campo na UFMS

©DR
Sob a coordenação do deputado João Grandão, foi realizada nesta sexta-feira (27), Audiência Pública em defesa da continuidade da licenciatura em Educação do Campo na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). O curso passa por corte de verbas e está sob ameaça de extinção.

A proposta do debate é tornar a licenciatura regular e permanente dentro da instituição, assim como outras 42 universidades que oferecem o curso. No estado, a formação tem aproximadamente 120 alunos; a maioria são moradores de assentamentos e acampamentos do estado.

A discussão também denunciou que a precarização do curso que até hoje só abriu duas turmas, sem qualquer projeção de novos ingressos. Além disso, a universidade já declarou sua intenção de tornar o a licenciatura um EAD (Ensino à Distância). 

Neste sentido, a audiência pública se posicionou a favor da institucionalização da Licenciatura em Educação do Campo e de uma de uma política de educação que garanta: formação inicial e continuada dos educadores; oferta em todos os níveis e modalidades de ensino; estrutura escolar adequada à organização do trabalho pedagógico no campo; organização do ensino que dialogue com os modos de vida e produção do campo; e acesso ao que há de mais desenvolvido em termos de conhecimento e tecnologias educacionais.

De acordo com a Carta Aberta elaborada pelos participantes, a inserção de sujeitos do campo cumpre também outro papel, qual seja, oxigenar a universidade com novas questões e objetos de pesquisa, além de novas perspectivas teóricas e metodológicas como a Pedagogia da Alternância. 

“Fechar uma Licenciatura em Educação do Campo e até mesmo retardá-la para que novos sujeitos do campo tenham aceso a esse direito, não somente deixa de cumprir uma função de justiça e reparação social, bem como concorre para perpetuar a pobreza que tanto criticamos”, diz trecho do documento.

Fonte: ASSECOM