Dólar cai para R$ 3,46 com dados mais fracos de consumo nos EUA - JORNAL CORREIO MS

Campo Grande (MS),

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27/04/2018

Dólar cai para R$ 3,46 com dados mais fracos de consumo nos EUA

Queda foi provocada por um alívio na preocupação com altas adicionais dos juros nos Estados Unidos

©DR
Depois de acelerar a alta ao longo da semana e atingir a máxima de R$ 3,51, o dólar recuou nesta sexta-feira (27) e encerrou cotado a R$ 3,46. A queda foi provocada por um alívio na preocupação com altas adicionais dos juros nos Estados Unidos. Já a Bolsa brasileira fechou estável nesta sessão.

A Bolsa brasileira fechou em leve alta de 0,07%, para 86.444 pontos. Na semana, teve avanço de 1,05%. O volume financeiro negociado foi de R$ 10,074 bilhões - em linha com o giro médio diário de abril, de R$ 10,5 bilhões. O dólar comercial teve queda de 0,43%, para R$ 3,463. Na semana, subiu 1,46%. O dólar à vista, que fecha mais cedo, recuou 0,72%, para R$ 3,468 - alta semanal de 1,73%.

A desvalorização do dólar nesta sexta acompanhou a queda dos rendimentos dos títulos de dívida americana, após dados fracos de consumo que provocaram uma leve desaceleração da economia americana no primeiro trimestre. Os rendimentos dos títulos americanos recuaram para 2,95% nesta sessão. Na quarta-feira (25), chegaram a 3,03%, maior nível em mais de quatro anos, com temor de que o aumento dos preços de commodities pudesse pressionar a inflação nos Estados Unidos e, com isso, levar o banco central americano a aplicar altas adicionais de juros no país.

Nesta sexta, porém, dados mais fracos do PIB (Produto Interno Bruto) americano voltaram a trazer alívio ao dólar. A economia dos Estados Unidos cresceu 2,3% no primeiro trimestre, de acordo com a primeira estimativa divulgada pelo governo americano. Foi uma leve desaceleração em relação à expansão de 2,9% no quarto trimestre de 2017. O ritmo menor refletiu um crescimento mais fraco em cinco anos dos gastos dos consumidores.

"O consumo mais fraco pode significar uma inflação menor, e os rendimentos dos títulos de dívida americana voltaram pela perspectiva de menor inflação", afirma Bruno Foresti, gerente de câmbio do banco Ourinvest.

Para ele, ainda é prematuro tentar traçar uma tendência para o dólar. "Há grandes casas falando em R$ 3,50, outras falando em R$ 3,25. Vamos ter volatilidade enquanto o cenário político estiver incerto, principalmente enquanto tivermos um candidato como o Joaquim Barbosa, que ninguém sabe o que representa, e a Marina, que ninguém sabe o que pensa."

O Banco Central vendeu neste pregão o lote de 3.700 swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro). Assim, concluiu a rolagem dos US$ 2,565 bilhões que vencem em maio. O próximo lote de swaps vence no início de junho, no total de US$ 5,650 bilhões. O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) teve queda de 1,12%, para 169,5 pontos.No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados caíram. O DI para julho deste ano recuou de 6,258% para 6,246%. O DI para janeiro de 2019 teve queda de 6,245% para 6,215%.

AÇÕES

Das 64 ações do Ibovespa, 40 subiram, 23 caíram e uma ficou estável. As ações da Eletrobras lideraram as altas do Ibovespa, depois que o jornal Valor Econômico informou que a estatal chegou a um acordo com a Petrobras sobre uma dívida, o que pode viabilizar a privatização de sua subsidiária de distribuição de energia no Amazonas. Os papéis preferenciais subiram 5,61%, e os ordinários se valorizaram 4,22%. O Pão de Açúcar teve alta de 3,95%, depois de registrar crescimento de 7,8% no lucro líquido no primeiro trimestre, para R$ 226 milhões. 

Fonte: NAOM - Com informações da Folhapress.