AMPLA VISÃO| Decisivo nas eleições - candidato ou partido? - JORNAL CORREIO MS

Campo Grande (MS),

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01/03/2018

AMPLA VISÃO| Decisivo nas eleições - candidato ou partido?


QUEIJOS & RATOS De Gaulle queixava-se da dificuldade de governar a França devido aos seus 300 tipos de queijos. Bobagem do presidente se comparada ao Brasil de poucos queijos e muitos ratos, de 27 Estados, 32 ministérios, 513 deputados federais, 81 senadores e 35 partidos políticos. A França tem 14 partidos, Reino Unido 13, Chile 9. Rússia 4 e os ‘States’ só 2. 

ANIMADO Chico Maia falou ontem em Brasília com o senador paranaense Álvaro Dias, ‘cap’ do PRO que deu-lhe total liberdade para negociar com o pré candidato Odilon de Oliveira, com quem conversará nesta sexta feira (02). Feliz com o rumo das articulações ele acredita que até terça feira próxima sairá ‘fumaça branca da chaminé’. 

CHICO MAIA Após mais de 30 anos deixa o PTB, onde entrou com o ex-prefeito Lúdio Coelho e o ex-governador Pedrossian. Lembra: sempre teve lado, quer o seu partido PRO - coligado com o PDT do juiz Odilon para pregar o discurso da ética que a sociedade brasileira tanto clama. 

ANÁLISE Aos 60 anos de idade, Chico se diz preparado para o embate e até aqui tem se mantido distante das lideranças para evitar comentários desgastantes. Pensa que se o ex-presidente Lula não viabilizar sua candidatura, a tendência é que as alternativas menos radicais ganhem espaço. 

MEMÓRIA O colunista buscou no pleito de 1990 ( Pedrossian x Gandi Jamil) onde Chico Maia teve excelente desempenho para a Câmara Federal, obtendo 19.899 votos e faltando-lhe apenas 3 mil votos para se eleger. Claro, outra época e cenário, mas mostra a inserção dele no eleitorado. 

CICLOS Iguais no futebol e na política. O técnico Luxemburgo ganhou 5 títulos nacionais, o último pelo Santos em 2004. Desgastado e desempregado pelo estilo, não admite que esteja superado. O ex-governador Puccinelli (MDB), perdeu as eleições em 2012 na capital com Edson Giroto (PR); ao Governo do Estado em 2014 e em 2016 nem conseguiu lançar candidato a prefeito de Campo Grande. Luxemburgo e Puccinelli bem iguais e na mesma situação. 

EVIDENTE que os dois personagens tem seus méritos pelos feitos em outros tempos. Luxemburgo acabou na China, seu time foi rebaixado e se deu mal no Sport de Recife. André perdeu aliados, companheiros e seu MDB enfraqueceu. Nas eleições de 2016 o MDB perdeu em Corumbá e Dourados, não conseguindo lançar candidatos em Três Lagoas e na capital, onde só elegeu 2 vereadores. 

VIBRAÇÃO Notei esse clima no evento que marcou a filiação do senador Pedro Chaves ao PRTB. Palco repleto de políticos de vários partidos e um público que contagiou. O discurso marcante foi do governador Reinaldo (PSDB) convidando o senador para acompanhá-lo nestas eleições. Muito interessante. 

TEREZA NAME Gosto dela. A mesma garra! Estava recepcionando os convidados do senador Pedro Chaves no evento de filiação ao PRB. Manifestou preocupação com o número de drogados e desamparados nas ruas da capital clamando por comida. Ela continua com suas obras assistenciais junto a esse pessoal. Aleluia! 

EX-VEREADORA, Tereza conhece toda Campo Grande como poucos. Lembra que até o fim do mandato de Nelsinho Trad na prefeitura, a capital não tinha favelas e nem apresentava esse quadro social preocupante. Ela admite a crise nacional, mas clama por maior atenção dos governantes. É o recado de quem conhece. 

NELSINHO O ex prefeito da capital não perde um só evento político. Sua disposição pela vaga do senado alerta a concorrência. Na filiação de Pedro Chaves justificou sua presença: “sou amigo dele; ele foi presidente da Santa Casa pelo meu convite. Não podia faltar com quem jamais deixou de atender aos meus prantos”. 

POLÊMICA José Sarney chegou ao Planalto no pleito de 1986 pela força do PMDB que elegeu todos os governadores. Mas em 1989 Fernando Collor (PRN) com 30,47% dos votos venceu pelo seu mérito pessoal. Duas situações que vitaminam a velha discussão sobre as forças que decidem as eleições: candidato ou partido? 

OS FENÔMENOS são raros, mas existem nas eleições de todos os níveis. Aproveitam a onda e injetam seus predicados. Já o partido, quando bem estruturado e sem desgastes por demérito de integrantes seu, consegue vencer. Sem regra única: vai depender de circunstâncias próprias da política - em sintonia com o cérebro ou coração do eleitor. 

A LIÇÃO Em 1989, com mais de 350 congressistas MDB e PFL tinham juntos 38 minutos no horário eleitoral: Ulysses Guimarães (MDB) 22 e Aureliano Chaves (PFL) 16 contra Collor com 10 minutos ‘caçando marajás’. Apesar de quase dois meses na telinha ‘o Senhor das Diretas’ obteve míseros 4% dos votos, 7º lugar entre os 22 candidatos. Já Aureliano foi pior: menos de 1% dos votos, em 9º lugar.   

FRASES de Leite Schimidt – dirigente ao PDT: “ Jesus falava em pobreza e andava descalço. O político fala em pobreza e anda em carro de luxo e avião. ” “O povo tá enojado da política e dos políticos. O cara faz um discurso e a pratica é outra.” “O PDT vai de chapa pura para estadual e federal.” “Aliança se faz com partidos e não com candidatos.” “O André vai precisar de mais tempo no horário eleitoral, inclusive para explicar as pontes que estão caindo.” 

PROPOSTA Schimidt diz que o PDT adotou no seu discurso a linha imaginária de quem é Governo e quem é contra o Governo. Se o partido aceitar gente que veio do outro lado desta linha, ou se ele mesmo atravessá-la, seu discurso acaba. Para ele não pode haver mistura. Há que se ter posição clara, definida. 

FRANCAMENTE... O prefeito, governador e presidente vetam projetos aprovados pelas casas legislativas por dois motivos: pela eventual inconstitucionalidade das matérias ou por interesse próprio, conveniência daquele poder. Daí não entendo a celeuma que se repete na Assembleia Legislativa. 

O VÍCIO Talvez seja dele - do corporativismo dos deputados – a culpa maior pela apresentação e aprovação de projetos às vezes inconstitucionais. Isso sem contar os projetos reapresentados ainda dentro do prazo proibido. A Comissão de Constituição e Justiça tem o poder de veto, mas aos autores das matérias cabe um olhar mais atento. 

A BATALHA A exemplo do Senado, também será difícil a eleição para as 8 vagas da Câmara Federal. Só prestígio pessoal do postulante não será suficiente para garantir o mandato. A grosso modo apenas 4 dos postulantes teriam hipoteticamente maiores chances, mas surpresas são possíveis. 

LIMINARES sem julgamento do mérito. Uma praga que infesta o judiciário em todas as instâncias. O ‘glorioso’ STF dando maus exemplos com seus membros concedendo liminares e sentando por anos a fio em cima dos processos sem julgamento do mérito. É preciso uma norma processual estabelecendo prazo limite para o julgador apreciar o mérito do pedido beneficiado . Tem liminar com mais de 5 anos sem julgamento. 
Servidor público quer trabalhar pouco, ganhar bem e aposentar cedo”. (ministro Dias Tófoli – STF