“Se o Lula voltar, ele volta intelectualmente preparado para fazer a diferença no País”, destaca deputado estadual Cabo Almi - JORNAL CORREIO MS

Campo Grande (MS),

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07/12/2017

“Se o Lula voltar, ele volta intelectualmente preparado para fazer a diferença no País”, destaca deputado estadual Cabo Almi

© Reprodução
Em entrevista exclusiva à Rádio Diamante FM, ao programa A Bronca do Eli, do jornalista Eli Sousa, deputado estadual Cabo Almi, fala sobre a legislação na Assembleia Legislativa e sobre as expectativas para o ano de 2018 na política. “Estou aqui para avaliarmos de fato a nossa trajetória e a nossa caminhada na política”, destaca.

“Foi um ano atípico em que os poderes não se entendem, eles são independentes, autônomos, mas eles têm que se entender para que exista o respeito e o altruísmo, para que a população possa entender de fato o que se acontece na política. O que aconteceu foi que o PT tinha o poder de governar e passou um tempo em que não havia mais esse poder, onde não houveram representantes na Câmara Federal, no Senado. Então a eleição e a reeleição, foi o que levaram o PT a queda, porque as grandes legendas não estavam compactuando das vontades do partido para as votações”, aponta deputado.

Para o Cabo Almi, a retirada da ex-presidente Dilma Rousseff e a inclusão no poder do atual presidente Michel Temer, trouxe o aumento de impostos, o aumento do desemprego, entre diversos outros equívocos praticados para tirar do poder o PT. “Eu acredito que diante dos fatos que acusam o Lula, ele não era para estar despontando nas pesquisas. Porém, se levar em consideração o que ele fez pelo povo brasileiro, o que acusam o Lula. Vão ver que o que ele diz sobre o fato de que, ‘não existe pessoa mais honesta do que ele’ é realidade”, enfatiza.

Ainda ao falar do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, “segundo o Lula, a política é feita de Fé, que ao anunciar ela já começa a ter andamento. Lógico que não vamos passar por cima da legislação mesmo que ela seja equivocada. Mas punir o Lula injustamente e fazer ele pagar por coisas que ele não deve, para simplesmente acabar com a sigla PT, do partido que nasceu nas hastes do trabalhador. Se o Lula voltar é capaz de ele voltar com muito mais seriedade intelectualmente falando, para trabalhar, superando as expectativas da população”, destaca deputado.

“Eu estou político, não nasci político e caso eu não me reeleja na próxima eleição, eu vou continuar defendendo a bandeira e a política do meu partido, como militante que sempre fui. Eu acredito que aqueles que deixaram o partido, foram porque deixaram de acreditar que na proposta do PT. Porém se for para o interior, você vê que o PT ainda é forte, que o partido ainda tem voz e tem as reuniões sempre cheias de militantes e pessoas que confiam e acreditam na programática do partido”.

Com relação a CPI da JBS, “Temos um membro que é o deputado Pedro Kemp, mas a minha avaliação sobre essa CPI eu acredito que deveria ter um foco maior nas notas, nos contratos, e vemos que teve uma outra direção que não foi aquela que analisou o fato da participação do governador Reinaldo Azambuja. Você vê que a JBS caiu em contradição e os próprios irmãos Batistas estão presos. O governador acabou tendo as acusações caídas por terra, ao mesmo tempo em que o Janot falou que ia manter as delações, e ele saiu, os irmãos batistas estão presos. Mudaram os focos da delação, a CPI foi criada para uma coisa e fez outra, serviu para recuperar valores, porém para envolvimento político e outras coisas que de fato deveriam ocorrer não foram realizadas. Falo isso aqui e no plenário também”, enfatiza.

Sobre a reforma previdenciária, deputado Cabo Almi acredita que foi apressada a votação, “não havia necessidade de votar isso agora, porém o governo acelerou por conta do fundo ativo de R$ 400 milhões, para que ele pudesse colocar as mãos nesse dinheiro e pagar o décimo terceiro, salário, entre outras contas que já foram anunciadas pelo próprio governador e serão pagas durante o mês de dezembro. E se ele não devolver esse valor e não se reeleger no próximo ano, vai acabar ficando para o próximo governador que assumir o estado de Mato Grosso do Sul”.

Em conversa ao vivo, via telefone entre o deputado e o prefeito municipal de Jaraguari, Edson Nogueira, durante a transmissão da Rádio Diamante FM, deputado enfatizou desejo de continuar ajudando o município na caminhada para o desenvolvimento. “Eu fui militante indiretamente durante a campanha do prefeito de Jaraguari e quero continuar encaminhando emendas que atendam a região, para que a população tenha melhor qualidade de vida, geração de empregos e renda e desenvolvimento.

De acordo com o deputado Cabo Almi, “O Zeca do PT está esperando as decisões do Lula, para definir sua candidatura para 2018, além dele temos alguns outros nomes que estão em análise para que talvez entrem nas eleições 2018, como o prefeito de Mundo Novo, entre outros”.

Fonte: ImpactoMS
Por Flavia Andrade