Seis se livraram da prisão, mas ainda podem ir para atrás das grades - JORNAL CORREIO MS

Campo Grande (MS),

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14/11/2017

Seis se livraram da prisão, mas ainda podem ir para atrás das grades

Polícia Federal durante a operação desta terça-feira (Foto: Marcos Ermínio)
Na relação de pedidos de prisões preventivas e temporárias do MPF (Ministério Público Federal), há dez investigados na 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, mas apenas quatro deles foram presos por determinação da Justiça Federal. Os outros seis não podem deixar a cidade, entre outras obrigações, e continuam sujeitos à prisão. 

Foram presos, preventivamente, o ex-governador André Puccinelli e o filho dele, André Puccinelli Júnior. As prisões temporárias foram decretadas contra os advogados Jodascil Gonçalves Lopes e João Paulo Calves, ambos ligados ao Instituto Ícone, de ensino jurídico, e portanto, a Puccinelli Júnior.

Jodascil e João Paulo ficarão detidos por cinco dias por se tratar de prisões temporárias.Quanto ao ex-governador e a Puccinelli Júnior, não há prazo para suas prisões, por serem preventivas. Esse tipo de prisão é a pena máxima antes do julgamento e é cautelar, ou seja, objetiva evitar que o investigado cometa outros crimes ou que fuja.

Foram indeferidos os pedidos de prisão preventiva de André Luiz Cance, João Amorim dos Santos, Micherd Jafar Júnior, João Roberto Baird, Antônio Cortez e João Maurício Cance.

Embora não tenham sido presos, essas pessoas não podem sair da cidade por mais de dez dias sem autorização judicial, devem se recolher a partir das 21h, não podem ter contato com outros investigados e/ou seus familiares. Além disso, devem comparecem em juízo mensalmente.

Caso descumpram uma dessas obrigação, esses investigados terão a prisão preventiva decretada. Nesta terça-feira, eles pessoas foram conduzidos coercitivamente para prestar depoimento.

Na 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, a investigação aponta que a organização criminosa teria causado pelo menos R$ 235 milhões em prejuízos aos cofres públicos. Essa etapa é consequência da delação premiada do pecuarista Ivanildo da Cunha Miranda.

Fonte: campograndenews
por: Osvaldo Júnior