Lama asfáltica ganha reforço de 2 delegados e pode acabar este ano - JORNAL CORREIO MS

Campo Grande (MS),

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20/11/2017

Lama asfáltica ganha reforço de 2 delegados e pode acabar este ano

Operação foi deflagrada no dia 9 de julho de 2015 e já está na 5ª fase

Policiais durante operação Papiros de Lama, 5ª fase da Lama Asfáltica © Bruno Henrique
Deflagrada em 2015, a operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, que investiga a corrupção em Mato Grosso do Sul, vai ganhar um reforço neste fim de ano. Mais dois delegados vão compor a força-tarefa da investigação, que pode ser encerrada até dezembro.

Conforme o delegado regional de combate ao crime organizado da PF, Cléo Mazzotti, o reforço dará embalo à análise dos documentos apreendidos, principalmente, na 5ª fase da operação, deflagrada na semana passada. "Todos os esforços estão voltados para isso. Com o reforço vamos aumentar as diligências e até o final do ano pretendemos encerrar os inquéritos pendentes", explicou. 

O delegado explica ainda que não é possível confirmar qual a data exata para término da operação, pois com a análise das provas apreendidas na mais recente fase, os policiais podem encontrar novos indícios de crime. "O fim dessas análises abre espaço para duas possibilidades, pode significar o fim das investigações ou uma nova linha de investigação, tudo depende do que foi encontrado", disse.

A operação foi deflagrada pela Polícia Federal, a Controladoria Geral da União (CGU) e a Receita Federal, no dia 9 de julho de 2015, neste período, pelo menos 15 pessoas foram para cadeia, mas acabaram liberadas em seguida. A polícia também apreendeu centenas de documentos. 

A investigação tem como objetivo desarticular organização criminosa que desviou recursos públicos por meio do direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos, financiamento de atividades privadas sem relação com a atividade-fim de empresas estatais, concessão de créditos tributários com vistas ao recebimento de propina e corrupção de agentes públicos.

Os recursos desviados passaram por processos elaborados de ocultação da origem, resultando na configuração do delito de lavagem de dinheiro.

Segundo a investigação, os prejuízos causados pela organização criminosa ao erário, levando-se em consideração as fraudes e as propinas pagas a integrantes da organização criminosa, passam dos R$ 235 milhões. Recentemente, a a justiça bloqueou mais de R$ 160 milhões dos investigados.

Fonte: CE
Por: LUANA RODRIGUES