Corrupção no Brasil se espalhou de modo 'espantoso', diz Barroso - JORNAL CORREIO MS

Campo Grande (MS),

LEIA TAMBÉM

Post Top Ad

07/11/2017

Corrupção no Brasil se espalhou de modo 'espantoso', diz Barroso

O juiz disse que o direito penal brasileiro havia sido "incapaz de punir a criminalidade de colarinho branco que criou um país de ricos delinquentes"

© Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso esteve nesta segunda-feira (6) em Buenos Aires, onde deu uma palestra sobre corrupção na Umet (Universidade Metropolitana pela Educação e o Trabalho). O público era composto essencialmente por juristas de vários países da América Latina.

Barroso disse que a corrupção no Brasil se espalhou de modo "espantoso". E acrescentou: "onde você destampa, vê coisa errada, seja na Petrobras, Caixa Econômica Federal, BNDES". E acrescentou que as evidências "saltam de qualquer compartimento que se abra", referindo-se a "áudios, vídeos, malas de dinheiro, apartamentos".

O juiz disse que o direito penal brasileiro havia sido "incapaz de punir a criminalidade de colarinho branco que criou um país de ricos delinquentes".

Barroso se referiu a Temer e a Lula, ainda que sem citá-los pelo nome. "É impossível falar sobre o momento institucional brasileiro sem constatar que o presidente foi denunciado vezes, por corrupção passiva e obstrução de Justiça. Além disso, um ex-presidente foi condenado por corrupção passiva em primeiro grau de jurisdição."

Também acrescentou que a Lava Jato marca um "antes e um depois" na história do país, por ter mostrado que o que vinha ocorrendo era um "fenômeno generalizado, sistêmico e plural, que envolveu empresas estatais e privadas, partidos políticos, membros do Executivo e do Legislativo, com esquemas profissionais de arrecadação e distribuição de dinheiro desviado".

Barroso disse que as investigações da Lava Jato "desvendaram "um pacto oligárquico de saque ao Estado brasileiro, por empresários, políticos e burocratas."

E reforçou que as cerca de 140 condenações emitidas até agora tornam o Brasil "um dos poucos que tiveram a capacidade de abrir suas entranhas". 

Fonte: NAOM - Com informações da Folhapress.