Vereador Ademir Santana insiste em obter informações sobre as tarifas e o planejamento da Águas Guariroba - JORNAL CORREIO MS

Campo Grande (MS),

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20/10/2017

Vereador Ademir Santana insiste em obter informações sobre as tarifas e o planejamento da Águas Guariroba

© Divulgação
Durante sessão na Câmara Municipal, essa semana o vereador Ademir Santana se mostrou incansável na busca por respostas e soluções para as questões de água e esgoto em Campo Grande. O parlamentar voltou a exigir explicações da empresa Águas Guariroba sobre os valores das tarifas e também sobre o planejamento da execução do programa de implantação de redes, o Sanear Morena.

“Eles (Águas Guariroba) devem respostas à população e é meu dever fazer esses questionamentos até obter a informação correta. Minha atitude não é de acusação, mas vem da preocupação com a transparência e com o planejamento, afinal, quem tem concessão pública deve isso a todos os cidadãos”, salientou Ademir.

Durante o discurso em que protocolou dois requerimentos relativos às questões de água e esgoto, o parlamentar afirmou que o fato de o contrato ter validade de 60 anos passa a ser preocupante quando ainda pairam dúvidas. Ele lembrou a decisão do conselheiro do Tribunal de Contas, Jerson Domingos, que suspendeu, por meio de liminar, os aditivos que davam direito à Águas de explorar os serviços até o ano de 2060. “Eu só tenho que aplaudir a atitude do TCE, porque não dá para esperar o tempo passar para colocar tudo às claras. A suspensão foi muito necessária. É hora da Águas Guariroba mostrar que está em consonância com as expectativas da população. É meu papel, sim, como cidadão e como vereador, acompanhar e fiscalizar isso também”.

O questionamento mais grave que Ademir faz à concessionária está relacionado às diferenças de valores de tarifas cobrados para empresas comerciais, indústrias e órgãos públicos. Segundo ele, não há, aparentemente, nenhuma justificativa para que as tarifas sejam tão diferentes entre esses três tipos de consumidores.

Atualmente, as empresas públicas que consomem acima do mínimo têm tarifa estipulada em R$ 22,92 por metro cúbico, enquanto que para empresas comerciais o valor é de R$ 12,48 e de R$ 18,28 para indústrias. “Eu não consigo entender essa lógica, por isso peço tanto uma explicação. O poder público é quem outorga à concessionária o direito de explorar o seguimento e ainda assim é penalizado com uma taxa que chega a quase o dobro do que é cobrado do comércio? É claro que a gente precisa saber o porquê disso. Não vou sossegar em quanto a resposta técnica não vier, para que a gente possa analisar. Eu vou ser o primeiro a admitir, caso as explicações sejam devidamente embasadas e pertinentes”, asseverou.

Por outro lado, o vereador afirma que já procurou a Águas Guariroba, por meio de ofício, para tentar compreender um pouco mais sobre o planejamento que norteia a algumas ações do Sanear Morena. Como não teve resposta satisfatória, decidiu então enviar novo requerimento à concessionária.

O parlamentar havia enviado ofício anterior, por meio de seu gabinete, solicitando previsão para a implantação de água e esgoto em um pequeno trecho do bairro Tijuca, quando obteve como resposta que aquela região seria atendida somente em 2025, desconsiderando que a maior parte do mesmo bairro já foi contemplada com o benefício. “Vejo aí uma grande falha de planejamento. Não me parece cabível um pequeno trecho do bairro ter que esperar oito anos, enquanto o entorno já foi todo atendido. Vejo desperdício de recursos e retrabalho em um projeto executado assim”, afirmou o parlamentar.

Ao final da entrega dos requerimentos, Ademir Santana reiterou sua intenção de apenas querer deixar tudo bastante cristalino à população e que seu compromisso é estar sempre ao lado daqueles que dão voz a um parlamentar. “Minha responsabilidade é com quem me colocou nessa casa. Vou sempre lutar por aqueles que me deram o poder de fiscalizar e questionar. Espero respostas e não vou sossegar enquanto não as tiver. É meu compromisso e vou cumprir até o fim”, enfatizou o vereador.

Fonte: ASSECOM