Bacia do Taquari pode ser inserida em projeto que prevê arrecadar R$ 4,6 bi - JORNAL CORREIO MS

Campo Grande (MS),

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21/10/2017

Bacia do Taquari pode ser inserida em projeto que prevê arrecadar R$ 4,6 bi

Decreto prevê criação de fundo para conversão de multas em projetos de recuperação

Evento para assinatura do decreto ocorreu no Refúgio Ecológico Caiman © Gerson Oliveira
O presidente Michel Temer (PMDB) assinou hoje no II Encontro Carta Caiman, em Miranda, um decreto que prevê a criação de um fundo para conversão de multas decorrentes de crimes ambientais, em projetos de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas. 

A medida permitirá, de imediato, a arrecadação de R$ 4,6 bilhões para o meio ambiente. Uma das áreas que podem ser beneficiadas em Mato Grosso do Sul é a bacia do Rio Taquari. Porém, como projeto ainda está em fase de planejamento, a inclusão só será confirmada em 2018. Neste primeiro edital, as áreas beneficiadas pelo decreto serão as bacias de São Francisco e Parnaíba. 

Conforme o decreto, uma empresa multada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou pelo Instituto Chico Mendes, poderá depositar o valor da multa em um fundo criado pelo Governo. Com isso, a empresa poderá ter descontos de até 60%.

O empreendedor autuado deverá, no entanto, manifestar o interesse em promover referidas medidas na apresentação da defesa ao auto de infração, podendo apresentar o pré-projeto de recuperação de área em até 30 dias dessa data.

O valor depositado no fundo será aplicado em serviços ambientais, como a recuperação de matas ciliares e áreas de assoreamento, além da contratação de brigadistas que trabalham no combate a incêndios florestais. O objetivo do Instituto Chico Mendes é dobrar de 600, para 1,2 mil o número de brigadistas.

Pelas regras atuais, apenas 5% das multas resultam em arrecadação efetiva. A lei que permite a conversão existe desde 1998, mas não vem sendo aplicada desde 2008, isso porque os pequenos infratores recolhem as multas devidas, mas os grandes preferem a judicialização.

Conforme o deputado federal Sarney Filho (PV), ministro licenciado do Meio Ambiente, a conversão das multas não significa anistia, já que a empresa continuará sendo obrigada a pagar o valor devido. "É só uma outra forma de aplicação do pagamento", disse.

O presidente também defendeu o decreto, que é resultado de um primeiro encontro Carta Caiman, realizado no ano passado. "É um ato que visa preservar o Pantanal e isto é de grande interesse do governo", afirmou. 

O evento para assinatura do decreto ocorreu no Refúgio Ecológico Caiman, com a presença de várias autoridades como ministros, senadores, deputados federais e estaduais e governadores de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Fonte: CE
Por: LUANA RODRIGUES e SILVIA FRIAS, DE MIRANDA (MS)