PONTA PORÃ| No Dia Mundial da Sepse, Hospital Regional reforça combate à doença que mais mata no mundo - JORNAL CORREIO MS

Campo Grande (MS),

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15/09/2017

PONTA PORÃ| No Dia Mundial da Sepse, Hospital Regional reforça combate à doença que mais mata no mundo

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No Dia Mundial da Sepse, 13 de setembro, o Hospital Regional Dr. José de Simone Netto (Hospital Regional de Ponta Porã) realizou campanha informativa “Todos contra a Sepse” visando o reconhecimento precoce da doença com base em medidas preventivas. A sepse, principal causa de mortes nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), era conhecida antigamente como septicemia ou infecção generalizada, e na verdade, trata-se de uma inflamação generalizada do próprio organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. Essa inflamação pode levar a parada de funcionamento de um ou de mais órgãos, com risco de morte quando não descoberta e tratada rapidamente.

A sepse mata mais do que o infarto do miocárdio e do que alguns tipos de câncer. O Brasil tem uma das mais altas taxas de mortalidade do mundo pela sepse. Estima-se que 400 mil novos casos são diagnosticados por ano e 240 mil pessoas morrem anualmente.


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Cada médico do Hospital, em cada plantão, deu orientações a toda equipe para detectar com mais rapidez todos os sintomas da sepse, tendo em vista que quanto mais rápido for diagnosticado e tomadas as medidas necessárias, maiores são as chances do paciente se recuperar. Além disso, as ações educativas de explicar os conceitos e a conduta adequada contribuem com a disseminação de informações para o público em geral.

Na UTI do Hospital Regional de Ponta Porã mais de 65% dos pacientes já admitidos, tiveram diagnóstico de sepse e 25% deles, por buscarem tratamento tardiamente, não conseguiram a cura. Entretanto os demais, que foram diagnosticados precocemente, alcançaram a recuperação total.

Para o coordenador da UTI do Hospital Dr. José de Simone Netto, João Angelo Oselame Hoffmann, quanto mais cedo forem percebidos os sinais da sepse, mas rápido é o desfecho do tratamento e da cura do paciente.

Segundo a enfermeira técnica responsável pela UTI, Raquel Amaral, promover a campanha é disseminar informação junto à população e isso faz com que todos possam buscar atendimento de acordo com alguns sinais comuns da sepse, como pele fria, alteração do nível de consciência e dificuldade de urinar.

UTI salvando vidas

A Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional, denominada Dra. Nislaine Colman Benites, possui 10 leitos e acolhe diariamente pacientes graves de toda microrregião sul do estado. O setor já recebeu, desde março deste ano, mais de 280 pacientes, e o mais importante, 75% desses clientes tiveram sua vida ativa normal de volta, apesar da instabilidade clínica a que foram acometidos. E quanto aos óbitos ocorridos, estão dentro da meta denominada “Padrão observado e esperado de mortalidade”, tendo em vista que a UTI do Hospital recebe pacientes extremamente graves.


Fonte: ASSECOM
Por: Leonardo Cremer