Presidente da Fiems, embaixador e governador debatem integração logística com Paraguai - JORNAL CORREIO MS

Campo Grande (MS),

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22/08/2017

Presidente da Fiems, embaixador e governador debatem integração logística com Paraguai

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A integração logística entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai foi a pauta do encontro realizado nesta terça-feira (22/08), na Governadoria, em Campo Grande (MS), entre o presidente da Fiems, Sérgio Longe, o embaixador do Brasil no Paraguai, Carlos Alberto Simas Magalhães, o governador Reinaldo Azambuja e o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel.

Segundo Sérgio Longen, a Fiems tem procurado avançar com o projeto Indústria Sem Fronteiras, dando destaque ao Programa Fomentar Fronteiras, do Governo do Estado, que permite que empresas brasileiras possam se instalar na região de fronteira e também na condição de que a indústria de Mato Grosso do Sul possa produzir parte no Estado e parte no Paraguai, dando mais competitividade aos nossos produtos. “Por isso, defendemos ações de integração dos modais entre o Estado e o Paraguai, principalmente, o modal rodoviário, para contribuir no desenvolvimento econômico de ambos”, declarou.

Ele informa que durante o encontro com o governador Reinaldo Azambuja, com o secretário Eduardo Riedel e com o embaixador Carlos Magalhães, foram acertadas a realização de ações para que se avance na direção de finalizar, até o fim deste ano, a viabilização do transporte rodoviário de Mato Grosso do Sul até o Porto de Concepción, no Paraguai. “Isso daria viabilidade de projetos de duplicação de rodovias que temos no Estado e também permite competir com nossos produtos, dando inclusive condições para que possamos exportar pelo Porto de Concepción a soja do Mato Grosso”, pontuou.

O presidente da Fiems entende que são projetos importantes que precisam sair do papel e colocados em prática o mais breve possível. “Na segunda-feira (21/08), em agenda na sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria), em Brasília (DF), eu mesmo entreguei ao presidente do Paraguai, Horacio Cartes, uma agenda muito grande que precisa evoluir na integração. Entendo que o Paraguai vive um momento favorável para receber investimento, mas também está em condições de eliminar as burocracias que ainda persistem em negociações bilaterais, tanto lá quanto aqui. Então é o momento ideal de somarmos esforços e interesses de avançarmos na nossa agenda positiva de desenvolvimento”, reforçou.
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Já o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, explica que a reunião com o embaixador Carlos Magalhães e com o presidente Sérgio Longen serviu para fortalecer o bom trabalho já realizado pela Fiems na divulgação das potencialidades da relação bilateral entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai. “Nós temos de executar ações de logística para que possamos atender boa parte da fronteira de Mato Grosso do Sul e Paraguai. Esse intercâmbio não é de hoje que está presente, é um trabalho que o Governo do Estado faz, que a Fiems vem fazendo e que o Brasil faz por meio da nossa embaixada no Paraguai que está levando cada vez mais a uma série de ações concretas em relação a essa integração”, analisou.

Eduardo Riedel recorda que o Estado tem tratado da consolidação da rota bioceânica, que permitirá chegar até os portos do Chile e, de lá, até o mercado asiático. “A Fiems tem um projeto junto com o Governo do Estado em relação à essa parceria empresarial entre Brasil e Paraguai. Já estivemos por duas vezes visitando o presidente Horacio Cartes no Paraguai e há uma série de situações e discussões em andamento para que a gente fortaleça cada vez mais esses laços que envolvem a logística, envolvem negócio e que só representam tudo aquilo que o Paraguai e Mato Grosso do Sul construíram ao longo de sua história”, finalizou.

O embaixador Carlos Magalhães acrescenta que o Paraguai tem 7 milhões de habitantes e não é à toa que muitas empresas brasileiras foi se instalar no país vizinho. “É evidente que para o Paraguai o mercado brasileiro é fundamental. Eles exportam carne para o Brasil e boa parte da picanha que alguns Estados do Brasil comem é de origem paraguaia. A pequena produção industrial que eles têm é inteira encaminhada para o Brasil. Não podemos perder de vista a escala do processo, muito pequena comparada à escala produtiva brasileira, mas, para se ter uma ideia do que estamos falando, qualquer abertura com o Paraguai constitui uma bonança em termos de emprego e de tributos absolutamente surpreendente no país vizinho. Se comparado com o Brasil, é minúsculo, mas para eles, sendo uma economia tão pequena, é extremamente importante”, analisou.

Fonte: ASSECOM