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Campo Grande (MS),

MPF faz novo pedido de prisão contra Geddel

Ex-ministro teve prisão domiciliar concedida nessa quarta

© Ueslei Marcelino / Reuters
Um dia após ter tido a prisão domiciliar concedida, o ex-ministro Geddel Vieira Lima voltou a ter a prisão preventiva pedida pelo Ministério Público Federal.

De acordo com a Época, o MPF teria incluído na investigação novas provas de que o peemedebista teria tentado obstruir a delação premiada de Lúcio Funaro.

Os procuradores também tiveram acesso à informação de que Geddel recebia malas de dinheiro em Salvador. 

"O declarante fez várias viagens em seu avião ou em voos fretados, para entregar malas de dinheiro para Geddel Vieira Lima; que essas entregas eram feitas na sala VIP do hangar Aerostar, localizada no aeroporto de Salvador/BA, diretamente nas mãos de Geddel; (…) que, realmente, em duas viagens que fez, uma para Trancoso/BA e outra para Barra de São Miguel/BA, o declarante fez paradas rápidas em Salvador/BA, para entregar malas ou sacolas de dinheiro para Geddel Vieira Lima", relatou Funaro.

O operador financeiro afirmou também que temia pela segurança de sua família:

"Embora possuísse uma amizade com Geddel Vieira Lima, e não houvesse manifestações expressas de uso de violência por parte dele ou de outra pessoa, essas ligações insistentes por parte de Geddel, provocava no declarante um sentimento de receio sobre algum tipo de retaliação caso viesse a fazer algum acordo de colaboração premiada, tendo em vista que Geddel era membro do primeiro escalão do governo e amigo íntimo do presidente Michel Temer, e considerava possível que Geddel ou outros ligados a ele pudesse, exercer influências políticas sobre algum órgão, ou até mesmo o Poder Judiciário, a fim de prejudicar o declarante, no caso de resolver firmar acordo de colaboração premiada; que por isso o declarante sempre orientou sua esposa a atender os chamados de Geddel e informar que estava calmo e tranquilo, justamente para transmitir a ideia de que não tinha a intenção de firmar acordo de colaboração; que essas comunicações reiteradas de Geddel geravam no declarante o sentimento de que estava sendo monitorado e em dado momento passou a ter receio sobre a segurança de sua esposa e filha, já que faziam deslocamentos para o presídio da Papuda em estrada pouco movimentada".

Fonte: NAOM
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