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Campo Grande (MS),

Após denúncia de Coronel David, comissão da Câmara comprova “rombo” de R$ 100 milhões aos cofres do IMPCG

O relatório consta que há indícios de divergência no caixa do órgão, que deveria estar com pouco mais de R$ 110 milhões de reais na época

© Divulgação
Após o deputado estadual Coronel David (PSC) denunciar em junho de 2016 o “rombo” de quase R$ 100 milhões de reais das contas do IMPCG (Instituto de Previdência Municipal de Campo Grande), na época em que Alcides Bernal (PP) era prefeito da Capital, a comissão da Câmara Municipal que investigou a denúncia concluiu indícios de irregularidades e um déficit de mais de 100 milhões aos cofres do município. 

Segundo o relatório entregue durante sessão desta quinta-feira (13) na Casa de Leis, a conclusão foi dada com base nas informações disponibilizadas pelo próprio Instituto e nele consta que há indícios de divergência de valores e de informações a respeito do caixa do órgão, que deveria estar com um pouco mais de R$ 110 milhões. “Não me surpreende essa constatação da comissão sobre a denúncia que nós solicitamos para ser apurada. A população precisava saber sobre essas irregularidades e como parlamentar é meu dever cobrar uma investigação a respeito desse “sumiço” de dinheiro público e a prova está aí. Agora, o responsável deve ser punido por ato de improbidade administrativa, violação da Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei de Transparência, pois os servidores públicos e munícipes de campo Grande merecem ser respeitados e ter seu dinheiro colocado de volta no lugar de onde nunca deveria ter saído”, decretou o parlamentar. 

No relatório, consta que há indícios de divergência de valores e de informações a respeito do caixa do órgão, que deveria estar com pouco mais de R$ 110 milhões, fato que foi publicado no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), onde os demonstrativos apontavam que, em janeiro de 2013, havia R$ 110.650.995,27 no IMPCG, e em 30 de maio de 2016, o montante era de R$ 874.552,19, ou seja, decréscimo de R$ 109.776.443,08. 

O relatório final entregue à Mesa Diretora da Casa possui 51 páginas e dezenas de anexos e foi elaborado com base nos seis meses de trabalho no colegiado, que identificou uma série de irregularidades no instituto, responsável pela gestão da previdência do funcionalismo público municipal. A Comissão, além de apontar as falhas que causaram um rombo milionário no órgão, ainda elenca uma série de medidas que devem ser adotadas para reestruturá-lo financeiramente. A Comissão foi composta pelos vereadores Enfermeiro Fritz (presidente), Enfermeira Cida Amaral (relatora), Pastor Jeremias Flores, William Maksoud, Chico Veterinário e Dr. Livio.

Fonte: ASSECOM
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